Medicina Veterinária no combate à SEPSE

Untitled-1

O Hospital Veterinário Botafogo, localizado na Zona Sul do Rio de Janeiro, está lançando uma campanha contra a SEPSE em cães e gatos. Anteriormente chamada de Septicemia, a SEPSE nada mais é do que uma resposta exagerada do corpo a uma infecção. Na maioria das vezes essas infecções são causadas por bactérias, mas também podem ser causadas por vírus, fungos e protozoários, como também pela doença do carrapato.

Para combater as infecções é necessária a ativação de uma resposta inflamatória. O problema é que quando o organismo perde o controle dessa resposta inflamatória o paciente pode apresentar diminuição da pressão arterial (choque séptico), alterações respiratórias e da coagulação do sangue e o transporte de oxigênio e nutrientes para os órgãos pode ficar comprometido. Todas essas alterações determinam a falência múltipla de órgãos ou síndrome da disfunção múltipla de órgãos, que culmina na morte do paciente.

Segundo o Dr. Edgard Salomão (MV,MSc. E PhD.), sócio-diretor do Hospital Veterinário Botafogo, localizado na Zona Sul do Rio de Janeiro, o combate à Sepse depende fundamentalmente do reconhecimento precoce dos sinas da doença. E para tal, é necessário que o generalista, o plantonista e o clínico conheçam a doença.

Os sinais clínicos da SEPSE na sua fase inicial nem sempre são específicos. Por esse motivo, os animais que apresentam febre, prostração, anorexia, vômito, diarréia, dor abdominal ou dificuldade respiratória devem ser levados para avaliação de um médico veterinário imediatamente.

Na Medicina Veterinária de pequenos animais são causas comuns de SEPSE: a piometra (infecção do útero), gastroenterites, pneumonias, infecções urinárias (cistites e infecções renais), abscessos na pele,entre outras. Porém, qualquer infecção localizada pode suscitar resposta inflamatória generalizada que requer reconhecimento precoce e tratamento de suporte agressivo. Animais jovens, idosos, gestantes, e com doenças pré-existentes (câncer, diabéticos, hiperadrenocorticismo, hipotireoidismo) possuem uma defesa imunológica deficiente e por esta razão são mais gravemente acometidos.

“Entendo que estamos no caminho certo investindo em educação continuada. Mas ainda há muito o que se fazer para conscientizar o Médico Veterinário e a população da importância do diagnóstico e o tratamento precoce da Sepse cuja mortalidade é altíssima e inaceitável”, conclui o Dr. Edgard, que é responsável pelo o CTI do Hospital Veterinário Botafogo.

No dia 8 de agosto, o HVB organizará o II Simpósio de Sepse em Medicina Veterinária, que acontecerá no auditório do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, na Rua Visconde de Silva, 52, em Botafogo, Rio de Janeiro. Mais informações e inscrições para o evento pelo site www.hovetbotafogo.com.br.

email
Deixe seu comentário: