Sérgio Moro: o psicólogo canino que tem o mesmo nome do Juiz mais popular do país

Tão raro quanto à profissão de psicólogo canino no Brasil é o nome Sergio Moro, compartilhado por apenas 98 pessoas. Mas um paulistano de 54 anos une tanto a incomum posição profissional, como também foi batizado coincidentemente como o Juiz mais popular do país.

Mas ele garante: é famoso há muito mais tempo. Ex-integrante do programa de Ana Maria Braga na época em que ela era contratada pela Record TV e convidado inúmeras vezes por atrações apresentadas por nomes como o de Ronnie Von, Clodovil, Claudete Troiano e Olga Bongiovanni, Sergio rodou por todas as emissoras de TV aberta brasileira nos anos 90 e garante que tem como provar que o nome idêntico é apenas coincidência.

“Tenho gravações da época e também registrei domínios e perfis nas redes sociais muito antes do juiz aparecer. O problema é que, como ele está em evidência, agora os mecanismos de busca sempre mostram resultados sobre ele antes de mim”, diverte-se o psicólogo.

E, assim como o Juiz homônimo, ele é a favor do fim da impunidade de políticos, da corrupção desenfreada e apoia todas as investigações da Operação Lava Jato até aqui. “Sou totalmente a favor. Mas estou descrente sobre os rumos do Brasil. Até pensei em me candidatar a algum cargo público, porém fique decepcionado com o mecanismo de um partido e só retomaria essa ideia se pudesse concorrer de forma independente”, declara.

Mas, de certa maneira, ele precisa lidar com política no dia a dia, mesmo que involuntariamente. Como o Juiz não tem perfil oficial em nenhuma rede social, é nas contas dele que são enviadas as mensagens da população por engano. Frases de ódio e congratulações são direcionadas a Sérgio todos os dias.

“Recebo parabéns pelo meu trabalho, mas na verdade a mensagem é endereçada ao Juiz. Também me criticam e até me ameaçam de morte. O mais engraçado, no entanto, é quando mandam denúncias políticas no messenger ou no WhatsApp. Recebo várias informações privilegiadas. Até tentei entrar em contato com a Rosangela Moro (mulher de Sergio), mas ela não me respondeu”, revela.

Outras comparações
Mas as semelhanças não param por aí. Se o Juiz federal decide quem sairá condenado ou absolvido das investigações, a carreira do psicólogo canino se iguala nesse ponto. Com o atendimento de animais, cabe a ele o julgamento de qual tratamento ou medicamento usar para superar problemas comportamentais dos bichos.

“Quando comecei a lidar com animais, jamais imaginei que seria uma área com tanto assuntos para explorar. É muito importante separar o trabalho do adestramento da psicologia canina. Cada uma tem um objetivo e atende uma demanda específica do animal”, separa.

Com uma atuação profissional baseada em psicólogos como Freud, Pavlov e Skinner, Sergio Moro atua controlando principalmente manifestações agressivas dos cães nas áreas de dominância e territorialismo. “A maioria dos casos podem ser resolvidos em até três meses de acompanhamento. Mas para o cão que apresenta esses distúrbios comportamentais, não adianta apenas tratamento ou medicação. A família toda deve mudar de atitude. Porque geralmente o cachorro se torna problemático por ter uma criação inadequada desde a infância”, explica.

Donos muito generosos e permissivos podem ser encarados pelo animal como frágeis. Dessa maneira, o cão age como líder da matilha, tornando o tutor em apenas mais um em seu grupo. “Assim como um Juiz, o dono tem que assumir as rédeas. Um cachorro é como uma pessoa. Se ele for colocado em posição de destaque, é comum que aja como um líder, mesmo que não seja, de fato”, comenta Sergio.

Fonte: R7

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