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Entre o luxo dos museus e a luta na natureza: a vida dupla dos felinos

Posted on 22 Abril 2026 By Cláudia Ferreira

Realeza felina com direito a festa No próximo dia 25 de abril, o Iroquois Museum será palco de uma comemoração inusitada. A instituição, reconhecida desde 1981 por preservar a cultura contemporânea iroquesa, vai celebrar o 15º aniversário de Little Boy. Ele definitivamente não é um funcionário qualquer. Trata-se de um gato de rua que apareceu na porta do museu em 2012 e, com o tempo, acabou conquistando o cobiçado cargo de “Diretor Felino” — ou CFO, na sigla em inglês. A diretora do espaço, Stephanie Shultes, brinca que o animal vive como um rei. Ele tem o prédio inteiro à sua disposição, com direito a escadas e caminhas espalhadas por todos os cantos para tirar suas sonecas. O evento de aniversário contará com cupcakes, entrada gratuita para o público, uma feira de adoção de gatos e uma arrecadação de fundos que beneficiará tanto o próprio museu quanto o abrigo local Animal Shelter of Schoharie Valley.

O parente selvagem que lembra uma lontra Toda essa adoração e vida de luxo, no entanto, representam um privilégio restrito aos gatos domésticos. Bem longe do conforto humano, nas florestas das Américas, vive um parente peculiar que trava uma batalha diária: o jaguarundi. Conhecido popularmente no Brasil como gato-mourisco, gato-do-mato-vermelho ou maracajá-preto, esse animal silvestre tem uma aparência que confunde muita gente. Sua cabeça levemente achatada, pernas e orelhas curtas, além de uma cauda bem comprida, fazem com que ele pareça uma mistura improvável entre um gato e uma lontra. A semelhança vai além do visual, já que esse felino é um excelente nadador, quebrando o velho mito de que gatos odeiam água. Contudo, do ponto de vista evolutivo, eles não compartilham nenhum ancestral com as lontras. Análises genéticas apontam que o jaguarundi é, na verdade, parente próximo do puma e da onça-parda, tendo se separado da linhagem da onça-pintada há cerca de 4 a 7 milhões de anos para formar sua própria espécie.

Caçador de cardápio variado e hábitos curiosos Nativo de matas fechadas, geralmente perto de rios e lagos na América do Sul e no sudoeste dos Estados Unidos, o predador possui uma dieta bastante eclética. Caça desde peixes e sapos até répteis e pequenos pássaros. Quando chega à fase adulta, um jaguarundi pode medir de 90 centímetros a 1,30 metro de comprimento, incluindo o rabo, e pesar na faixa de 4,5 a 9 quilos. A pelagem apresenta duas variações principais, em tons de cinza ou marrom-avermelhado, sendo perfeitamente normal que filhotes de ambas as cores nasçam em uma mesma ninhada. Falando em reprodução, o acasalamento costuma acontecer no final do ano. A fêmea passa por uma gestação de 63 dias — um tempo praticamente idêntico ao dos felinos domésticos — e dá à luz de dois a três filhotes por vez.

Repertório vocal impressionante Avistar um gato-mourisco solto na natureza é uma tarefa difícil, já que o animal possui um comportamento extremamente recluso e fugidio. Justamente por isso, boa parte das informações que a ciência tem sobre a espécie vem de observações feitas em cativeiro. Nesses ambientes controlados, os pesquisadores descobriram que o bicho tem uma capacidade vocal impressionante, conseguindo emitir até 13 sons diferentes. A lista inclui ronronados, assobios, ganidos, gritos e até um chilrear muito específico, que lembra bastante o som de um pássaro. Na prática, além da comunicação básica, esses ruídos funcionam como uma ferramenta essencial para a marcação de território e a atração de parceiros.

O fantasma da extinção Apesar de ser uma espécie fascinante e altamente adaptada, o jaguarundi enfrenta hoje um cenário sombrio. O comércio ilegal de animais silvestres desponta como uma das ameaças mais concretas à sua sobrevivência. No início de 2024, por exemplo, uma operação policial no Rio de Janeiro que mirava a venda clandestina de fauna acabou resgatando filhotes dessa espécie. Episódios assim ajudam a entender por que o felino acendeu o sinal de alerta dos ambientalistas. Segundo o Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, publicado pelo Instituto Chico Mendes em 2018, o animal é atualmente classificado como vulnerável. Na linguagem dos biólogos, isso significa que, se ações efetivas de preservação não forem colocadas em prática imediatamente, o gato-mourisco tem uma chance de 10% ou mais de desaparecer completamente do planeta no prazo de 100 anos.

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