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Amor em Quatro Patas: A Doce e Surpreendente Realidade de Ter um Novo Cãozinho em Casa

Posted on 18 Maio 2026 By Cláudia Ferreira

A expectativa de ter o animal de estimação ideal quase sempre esbarra numa realidade um tanto caótica. Pega o caso da Asontea, que viralizou no TikTok recentemente. Ela tinha um cachorro super tranquilo em casa, daquele tipo que fica de boas no sofá, quieto, e faz você pensar: “nossa, ter cachorro é muito fácil, acho que vou adotar outro”. Acontece que o segundo veio com a bateria no 220v. O vídeo que ela postou mostra a diferença gritante na dinâmica da casa. O texto na tela diz “O cachorro que nos fez querer um segundo” mostrando o primeiro, plácido e contido. Quando a câmera corta para “O segundo”, o cenário é de destruição: o novato espalhou a tigela de comida para todo lado, aparece latindo loucamente e abanando o rabo como se fosse decolar. A legenda irônica da postagem — “melhor decisão de todas” — resume bem o desespero cômico de quem achou que o temperamento canino era uma ciência exata.

Essa mesma roleta-russa de expectativas é exatamente o que tira o sono do australiano Wally Conron. Ele é o homem responsável por criar um dos cães mais cobiçados e adorados do mundo: o labradoodle. Quando a maioria das pessoas olha para essa mistura de labrador com poodle, a primeira coisa que vem à cabeça são adjetivos como “fofo” ou “bonitinho”. O próprio criador da raça, no entanto, escolhe palavras bem mais pesadas. Para ele, sua invenção se tornou um “monstro de Frankenstein” e grande parte desses bichos é simplesmente “doida”.

Em uma entrevista ao podcast da rede australiana ABC, Conron abriu o jogo e confessou que o labradoodle é um dos maiores arrependimentos da sua vida. O bizarro da situação é que o projeto nasceu de uma intenção genuinamente nobre. No fim dos anos 1980, Wally recebeu uma carta de uma senhora cega do Havaí. Ela precisava de um cão-guia, mas esbarrava em um problema doméstico intransponível: o marido era alérgico a cachorros de pelo longo. Durante três anos ele tentou achar uma saída, até que em 1989 teve a sacada de juntar a ética de trabalho e as habilidades do labrador com a pelagem hipoalergênica do poodle.

O primeiro “cachorro de grife” funcionou para o casal, mas o sucesso da raça abriu uma verdadeira caixa de Pandora. O que deveria seguir um princípio rigoroso de gerar apenas cães saudáveis acabou virando uma mina de ouro. Um mercado clandestino de criadores inescrupulosos farejou o lucro e começou a fazer cruzamentos irresponsáveis, misturando poodles com raças totalmente inapropriadas. O resultado, segundo Conron, é uma geração de animais instáveis, malucos ou repletos de problemas de saúde hereditários. Ele simplesmente não entende o que leva as pessoas a continuarem reproduzindo a raça nos moldes atuais.

Mas o cenário que Conron pinta encontra bastante resistência na prática. Quem convive com a raça jura de pés juntos que o australiano está exagerando. Grace Mandeville, que divide a casa com a sua labradoodle Juno há dois anos, tem uma visão completamente oposta. Para ela, a cadela é como um ursinho de pelúcia brincalhão e alucinado por meias, além de ser uma peça fundamental da família. Como Grace é alérgica tanto a cães quanto a gatos, poder dividir o sofá com a Juno sem emendar uma crise de espirros não tem preço. Ela conta que o bicho tem um temperamento adorável, passando as manhãs sentada ao lado da cama apenas esperando os donos acordarem para ganhar chamego.

O veterinário John Whitwell faz coro a essa defesa. Na rotina do consultório, ele relata que esses cães costumam ser saudáveis, felizes e excelentes companhias para famílias. Ele é categórico ao dizer que nunca topou com um labradoodle agressivo ou que tivesse qualquer histórico de ataque aos donos, descartando a fama de “malucos” que o criador tentou colar neles.

No fim das contas, seja lidando com um labradoodle eufórico ou com um segundo cachorro caótico igual ao da Asontea no TikTok, o comportamento “doido” quase sempre tem jeito com uns ajustes básicos na rotina. Whitwell dá a letra para quem está lidando com cães mal educados: se o bicho é barulhento e late por tudo, dar bronca é a pior estratégia, porque isso só transforma o animal no centro das atenções. O ideal é retirá-lo do ambiente, levá-lo para uma área silenciosa e deixá-lo lá de castigo por uns dez minutos.

Outra furada clássica é a festa que fazemos ao chegar em casa. Por mais que dê vontade de agarrar o cachorro assim que passamos pela porta, isso só reforça que aquele é um momento de pura excitação e histeria. A melhor saída é sintonizar a sua paz interior. Chegou em casa? Ignora a bagunça, vai passar um café ou fazer um chá e, só depois que o cachorro baixar a bola e ficar calmo, você vai lá e diz “oi”. Talvez assim, com um pouco de paciência e ignorando os instintos de dar carinho na hora errada, a gente consiga evitar que nossos próprios cães virem pequenos monstros de Frankenstein dentro de casa.

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